domingo, 6 de julho de 2014

Orixa

Orixá

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto(desde setembro de 2013).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Google — notíciaslivrosacadêmico — Scirus — Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Na mitologia yorubaorixás (yoruba Òrìsà; em espanhol Oricha; em inglês Orisha) são ancestrais divinizados africanos que correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. As características de cada orixá aproxima-os dos seres humanos, pois eles manifestam-se através de emoções como nós. Sentem raiva, ciúme, demonstram vaidade, orgulho. Cada orixá tem ainda o seu sistema simbólico particular, composto de cores, comidas, cantigas, rezas, ambientes, espaços físicos e até horários. Como resultado do sincretismo que se deu durante o período da escravatura, cada orixá foi também associado a um santo católico, devido à imposição do catolicismo aos negros. Para manterem os seus orixás vivos, viram-se obrigados a disfarçá-los na roupagem dos santos católicos, aos quais cultuavam apenas aparentemente.1

História[editar | editar código-fonte]

Na mitologia, há menção de 600 orixás primários, divididos em duas classes, os 400 dos Irun Imole e os 200 Igbá Imole, sendo os primeiros do Orun ("céu") e os segundos daAiye ("Terra").
Estão divididos em orixás da classe dos Irun Imole, e dos Ebora da classe dos Igbá Imole, e destes surgem os orixás Funfun (brancos, que vestem branco, como Oxalá eOrunmilá), e os orixás Dudu (pretos, que vestem outras cores, como Obaluayê e Xangô).
  • Axabó, orixá feminino e pouco conhecido, é da família de Xangô.
  • Ayrà, usa branco, tem profundas ligações com Oxalá e com Xangô.
  • Baiani, orixá também chamado Dadá Ajaká.
  • Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos orixás.
  • Exu, orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.
  • Ibeji, orixás crianças, são gêmeos, e protegem as criancinhas.
  • Iemanjá, orixá feminino dos mares e limpeza, mãe de muitos orixás. Dona da fertilidade feminina e do psicológico dos seres humanos.
  • Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, orixá da adivinhação e do destino, ligado ao Merindilogun.
  • Irôco, orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil).
  • Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna, a grande mãe feiticeira.
  • Logunedé, orixá jovem da caça e da pesca.
  • Nanã, orixá feminino dos pântanos e da morte. Protege idosos e desabrigados. Também dona da chuva e da lama. É mãe de Obaluaiê e junto com ele, dona das doenças cancerígenas. Mais velha orixá do panteão africano.
  • Obá, orixá feminino do Rio Oba. Dona da guerra e das águas.
  • Obaluaiyê, orixá das doenças epidérmicas e pragas, orixá da cura.
  • OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos.
  • Odudua, orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba.
  • Ogum, orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia, deus da sobrevivência.
  • Olokun, orixá divindade do mar.
  • Olossá, orixá feminino dos lagos e lagoas.
  • Omolu, orixá da transformação.
  • Onilé, orixá do culto de Egungun.
  • Onilê, orixá que carrega um saco nas costas e se apóia num cajado.
  • Oranian, orixá filho mais novo de Odudua.
  • Orixá Oko, orixá da agricultura.
  • Ossaim, orixá das Folhas sagradas, conhece o segredo de todas elas. Junto com Oxóssi, protege as matas e os animais.
  • Oxaguian, qualidade de Oxalá jovem e guerreiro.
  • Oxalá, orixá do Branco, da Paz, da Fé.
  • Oxalufan, qualidade de Oxalá velho e sábio.
  • Oxóssi, orixá da caça e da fartura.
  • Oxum, orixá feminino dos rios, do ouro, deusa das riquezas materias e espirituais, dona do amor e da beleza, protege bebês e recém-nascidos.
  • Oxumaré, orixá da chuva e do arco-íris, o dono das Cobras e das transformações.
  • Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestades e também das paixões.
  • Xangô, orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.
  • Yewá, orixá feminino do Rio Yewa. Protetora das moças virgens e dona da vidência.

África[editar | editar código-fonte]

Na África cada orixá estava ligado a uma cidade ou a uma nação inteira; tratava-se de uma série de cultos regionais ou nacionais.
Sàngó em Oyo, Yemoja na região de Egbá, Iyewa em Egbado, Ogún em Ekiti e Ondo, Òsun em IlesaOsogbo e Ijebu Ode, Erinlé em Ilobu, Lógunnède em Ilesa, Otin em Inisa, Osàálà-Obàtálá em Ifé, Osàlúfon em Ifon e Òságiyan em Ejigbo.
A realização das cerimônias de adoração ao Òrìsá é assegurada pelos sacerdotes designados para tal em sua tribo ou cidade.

Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, existe uma divisão nos cultos: IfáEgungunorixáVodun e Nkisi, são separados pelo tipo de iniciação sacerdotal.
Em cada templo religioso são cultuados todos os orixás, diferenciando que nas casas grandes tem um quarto separado para cada orixá, nas casas menores são cultuados em um único (quarto de santo) termo usado para designar o quarto onde são cultuados os orixás.
Alguns orixás são só assentados no templo para serem cultuados pela comunidade, exemplo: OduduaOranianOlokunOlossaBaianiIyami-Ajé que não são iniciados Iaôs para esses orixás.
Iyalorixá ou o Babalorixá são responsáveis pela iniciação dos Iaôs e pelo culto de todo e qualquer orixá assentado no templo, auxiliada pelas pessoas designadas para cada função. Exemplo o Babaojé que cuida da parte dos Eguns e Babalosaim que é o encarregado das folhas.
Apesar de serem de origem daomeanaNanãObaluaiyêIrokoOxumarê e Yewá, são cultuados nas casas de nação Ketu, mas são muito raros os Iaôs que são iniciados, houve casos de passar vinte ou trinta anos sem se iniciar ninguém para esses orixás que são cultuados em locais separados dos outros.
Existem orixás que já viveram na terra, como XangôOyáOgunOxossi, viveram e morreram, os que fizeram parte da criação do mundo esses só vieram para criar o mundo e retiraram-se para o Orun, o caso de Obatalá, e outros chamados Orixá funfun (branco).
Existem orixás que são cultuados pela comunidade em árvores como é o caso de Iroko, Apaoká, os orixás individuais de cada pessoa que é uma parte do orixá em si e são a ligação da pessoa, iniciada com o orixá divinizado; ou seja, uma pessoa que é de Xangô, seu orixá individual, é uma parte daquele Xangô divinizado, com todas as características, ou arquétipos.
Existe muita discussão sobre o assunto: uns dizem que o orixá pessoal é uma manifestação de dentro para fora, do Eu de cada um ligado ao orixá divinizado, outros dizem ser uma incorporação mas é rejeitada por muitos membros do candomblé, justificam que nem o culto aos Egungun é de incorporação e sim de materialização. Espíritos (Eguns) são despachados (afastados) antes de toda cerimônia ou iniciação do candomblé.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligação externa[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ir para cima Osun Eyin, Pai CidoCandomblé. A panela do segredo. Editora Arx, 2000. ISBN 8535402160 http://ocandomble.wordpress.com/os-orixas/

Signos

Signos zodiacais

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Emblem-scales.svg
neutralidade desse artigo (ou seção) foi questionada, conforme razões apontadas na página de discussão.
Justifique o uso dessa marca na página de discussão e tente torná-lo mais imparcial.
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde setembro de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapéEncontre fontes: Google — notíciaslivrosacadêmico — Scirus — Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde junho de 2010).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Há cerca de dois mil anos, quando o grego Cláudio Ptolomeu sistematizou todo o conhecimento recolhido à tradição astrológica dos povos com quem os gregos mantiveram contato, o equinócio vernal – marca do início da primavera no hemisfério norte – era assinalado pelo “ingresso” do Sol na constelação de Áries. Na verdade, tratava-se do fato de que, da Terra, o Sol era visto tendo a constelação de Áries “ao fundo”.
Como este fato marcava o retorno da vegetação e do calor após os meses de inverno, o momento em que a vida irrompia do solo e o início de um novo ciclo. Áries foi considerado o primeiro signo zodiacal e as constelações seguintes passaram a nomear os signos em sequência.
Aqui faz-se necessário um esclarecimento. Por uma questão prática e estética, adotou-se a ideia do círculo (360º) para a representação do céu. Este círculo também representava o caminho do Sol através das constelações/signos. A cada signo corresponderiam trinta graus em doze parcelas correspondentes. Esta representação veio a ser considerada um ‘zodíaco intelectual’, já que simplificava propositalmente a representação elíptica da órbita dos planetas. Importa saber que, nestes tempos, ainda se acreditava que a Terra era o centro do universo. A Astrologia e a Astronomia, até então consideradas ciências complementares, baseavam-se na visão geocêntrica.
Com o passar do tempo, notou-se que um fenômeno “celeste” fazia com que o ponto equinocial de primavera retrocedesse à constelação anterior, neste caso, Peixes. Este fenômeno veio a ser chamado de Precessão Equinocial. A partir desta constatação, a Astrologia, que se mantinha fiel à forma geocêntrica de representar as posições signo/planeta e à representação destas posições dentro dos 360º graus do círculo, passou a ser violentamente desacreditada e combatida. Entretanto, objeto de estudo e prática de inúmeros cientistas de todas as épocas, a Astrologia seguiu atraindo adeptos e solidificando os seus princípios e técnicas.
Este artigo foi escrito da perspectiva da Astrologia Tropical, uma vez que se estuda a influência dos signos e das posições planetárias recebidas por tudo e todos que se encontram na Terra.
Pessoas acreditam que os signos representam formas de comportamento primordiais e simples, características que poderiam ser percebidas com facilidade, se nos déssemos ao trabalho de verificá-las. O signo de Áries, por exemplo, pode ser percebido em indivíduos muito enérgicos, irrequietos, cheios de iniciativa e destemor. Podem ser impacientes e tendem a dizer o que pensam sem medir as consequências. As situações e/ou atividades onde estas características sejam necessárias certamente estão sobre a influência deste signo.
Outro fator importante na percepção da influência dos signos zodiacais que adeptos da astrologia têm é o efeito que neles produz a passagem (trânsito) dos planetas do nosso sistema. Os estudiosos atribuíram um planeta a cada signo, cuja influência guardava forte analogia com o assunto de cada signo. Estes planetas vieram a ser chamados “planetas regentes”.
Como, na Antiguidade, o método mais utilizado para a observação da movimentação planetária era olhar para o céu, apenas cinco planetas eram visíveis. Eram eles: Mercúrio, Marte, Vênus, Júpiter e Saturno. O Sol e a Lua eram chamados luminares, e contavam entre os planetas, quanto à distribuição de regentes por signo. Desta forma, o Sol e a Lua foram atribuídos aos signos de Leão e de Câncer, respectivamente. Aos cinco planetas foi atribuída uma regência dupla. Vênus, por exemplo, rege a Touro e a Libra. No primeiro, estimularia a sensualidade e a exploração dos sentidos, o desejo pela matéria de boa qualidade, pela opulência das formas, a doçura, quando em ambientes calmos. No segundo, o desejo pela harmonia, pelo equilíbrio estético, a cortesia, a beleza e o charme, o desejo de seduzir pela graça.
Note-se que o termo ‘planeta’ desde o princípio correspondia a um corpo luminoso, que era visto no céu a “cruzar” uma determinada constelação/signo. Este nome tem origem grega e vem do adjetivo ‘planétes’ ‘errante, vagabundo’, significando qualquer corpo celeste que, em relação à eclíptica, apresentava órbita irregular, dada a sofrer alterações de direção e ritmo. O movimento do Sol e o da Lua jamais se alteram.

O signo solar[editar | editar código-fonte]

O signo solar é aquele no qual o Sol é visto por ocasião do nascimento ou do início de uma pessoa ou atividade. Quem afirma “Sou de Capricórnio!”, p. ex., nos informa que nasceu em algum momento do período em que o Sol cruza este signo.
O signo solar nos informa das qualidades e defeitos que precisaremos desenvolver ou minimizar durante a vida. Refere-se a potenciais dos quais devemos nos conscientizar, uma vez que o Sol simboliza o princípio vital, doador de vida, assim como a consciência em estado primordial. Entretanto, para uma orientação mais aprofundada e útil, deve-se procurar estudar o mapa natal onde, da interação do conjunto dos doze signos, dos planetas e luminares, um astrólogo competente levantará significados que poderão inspirar a nossa inteligência, sugerir caminhos e escolhas adequadas para o momento.

Astros regentes e os signos[editar | editar código-fonte]

  • Sol: Leão;
  • Lua: Caranguejo (Câncer).
  • Mercúrio: Gémeos e Virgem
  • Vénus: Touro e Libra
  • Terra: Touro
  • Marte: Carneiro (Áries); Corregente: Escorpião
  • Júpiter: Sagitário; Corregente: Peixes
  • Saturno: Capricórnio; Corregente: Aquário
  • Urano: Aquário;
  • Netuno: Peixes;
  • Plutão: Escorpião; Corregente: Áries

Os signos[editar | editar código-fonte]

HN - hemisfério norte HS - hemisfério sul

Modos do Zodíaco[editar | editar código-fonte]

  • Cardinal - Carneiro (Áries); Caranguejo (Câncer); Balança (Libra); Capricórnio.
  • Fixo - Touro; Leão; Escorpião; Aquário.
  • Mutável - Gémeos; Virgem; Sagitário; Peixes.
Ícone de esboçoEste artigo sobre esoterismo ou ocultismo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.